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Herdeiras de Carlos Alberto Soffredini liberam direitos autorais do autor para a Baixada Santista
Durante um ano grupos teatrais da região poderão utilizar textos do autor gratuitamente para realização de performance teatral. Iniciativa integra a realização do Festival Santista de Teatro (FESTA), que fará homenagem a Soffredini

No ano que o diretor e dramaturgo Carlos Alberto Soffredini completaria 70 anos, a herdeira de seu legado artístico e cultural e detentora de toda a obra, suas filhas Renata e Simone Soffredini, estão liberando gratuitamente os direitos para grupos teatrais da região da Baixada Santista por um ano.

A iniciativa também faz parte da realização do Festival Santista de Teatro (FESTA), deste ano, no qual ocorrerá um bloco de performances teatrais intitulada de “Santos mostra Soffredini” como parte da programação. Segundo Renata,durante o FESTA serão feitas leituras dramáticas e apresentações de cenas da obra do autor pelos grupos participantes.

“Meu objetivo é que as pessoas dessa geração conheçam a dramaturgia do meu pai, um autor que ganhou os principais prêmios concedidos a dramaturgias no Brasil, como o Concurso Nacional do SNT (1967), e no mesmo ano uma condecoração da Prefeitura de Santos”, relata. Renata que trabalhou durante dez anos com Soffredini. – Em 2005 a TV Globo produziu o a mini-série “Hoje é Dia de Maria” dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

“A obra foi encomendada cerca de 10 anos antes de ser produzida e ir ao ar”, lembra a herdeira. – O resultado surpreendeu a Globo, a produção alcançou média de 30 pontos no ibope e “share” de 50%. Outra produção de sucesso escrita pelo autor é “A Marvada Carne”, filmada em 1985 para o cinema, protagonizada por Fernanda Torres, no papel da caipira “Sá Carula”. Entre as peças teatrais mais conhecidas estão: “Vem buscar-me que ainda sou teu”; “Na Carrera do Divino”; “Minha Nossa”; e o “O Pássaro do Poente”.

Para a diretora santista e amiga íntima de Soffredini, Neyde Veneziano, “o universo de imagens soffredinianas estão nos bairros de Santos”. Ela frisa que o jeito de se aprofundar nos conflitos, o dramaturgo extraiu da mãe, dos amigos, dos vizinhos e das comadres que freqüentaram a sua adolescência. “Nunca o teatro brasileiro precisou tanto dessa singela, porém sofisticada, poesia! Ele nos deixou antes da hora...”, lamenta a companheira de palco. Em seis de outubro deste ano, Soffredini faria 70 anos.

Está prevista para este mês a realização de uma oficina de estética teatral soffrediniana em Santos, parceria com a Secretaria de Cultura do município e do Núcleo de Estética Teatral Popular (Estep), criado pelo próprio Soffredini Poderão inscrever-se atores de teatro com experiência , nos dias 7, 8 e 13 de julho, das 9 às 17 horas na própria Secult, situada na Avenida Pinheiro Machado,48, Coordenação de cursos.

“Meu pai deixou um patrimônio material que está impresso nos textos e materiais audiovisuais, mas também tem um imaterial que a é estética na encenação e interpretação, isso só é possível passar por meio da comunicação oral e deve ser transmitido para as próximas gerações” enfatiza Renata.

Os interessados em participar do FESTA podem solicitar os textos de Soffredini à comissão organizadora do festival por meio do endereço eletrônico: festivalsantistadeteatro@gmail.com .

Currículo - Atriz e diretora, Renata Soffredini começou em teatro fazendo Besame Mucho, de Mário Prata, com direção de Roberto Lage, ao lado do Grupo Mambembe, em 1982. Entre outros espetáculos, Vassah, a Dama de Ferro (2001),Delicadas e Perversas (direção de Soffredini, 1995), Os Sonhos Mais Lindos (de Neyde Veneziano, 1993). Da autoria de Carlos Alberto Soffredini, atuou em Corasãopaulo (1999), Brasil, Outros 500 (1999), Auto de Natal Caipira (1992)entre outras. Em TV, atuou na minissérie Os Maias, da Globo (2000). Como diretora, destaque para Uma Professora Muito Maluquinha (de Ziraldo, 1996, Prêmio Apetesp de Melhor Direção Infantil), Seninha e sua Turma (1996) e Marte, a Viagem – uma Comédia no Espaço (2004). É autora do livro Serragem nas Veias, sobre a obra de Carlos.

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